E que tal pararmos todos um
bocadinho, fecharmos os olhos e imaginarmos o que é ter mais de 65 anos num
país preconceituoso.
Porque ninguém pensa na velhice e
no que sentirão quando envelhecerem. Quando deixarem de estar aptos, como se já
tivessem nascido velhos.
Não nasceram. Foram crianças,
adolescentes, jovens, adultos e agora séniors.
E em todas as fases da vida
aprenderam, adaptaram-se, foram suficientes, muitos foram soberbos. Salvaram
vidas, passaram por adversidades que outros não passaram, dedicaram-se à
música, à dança, aos negócios, viajaram, criaram, inventaram e agora estão velhos
e os mais novos acham que não têm capacidades como se tivessem sido
sempre velhos.
Não foram. Têm uma história de
vida incrível, por mais dura que tenha sido, por menos importante que a possam
considerar, têm uma história e querem continuar a escrevê-la.
Querem continuar a viver,
sentir-se úteis, mas os velhos não servem para nada é o que sentem. É o que os
fazemos sentir.
E se não mudarmos a mentalidade é
o que vamos sentir também. Prometo.
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